Texto para o convite de inauguração de casa,
a começar pela morada.

Uma inauguração de casa é o único convite em que a morada é a ocasião. Toda a gente vem ver a casa, a maioria nunca lá pôs os pés, e a linha que costuma ficar em letra pequena no fundo do cartão é o assunto todo. O resto é decidir se a porta fica aberta a tarde toda ou se se senta à mesa às oito.

  • Escreva a morada para um estranho: rua, andar, entrada, campainha, estacionamento e a paragem mais próxima. Um código postal não são indicações.
  • Decida entre uma casa aberta com horas e uma hora marcada, e depois escreva a que vai mesmo ter.
  • O 'sem prendas' só funciona com uma alternativa: uma planta, uma garrafa para abrir nessa noite, uma receita, ou mesmo nada.
  • Diga as coisas práticas incómodas no convite, e não à porta — descalçar, um apartamento pequeno, seis cadeiras, um gato que foge.
  • Uma casa aberta continua a precisar de números. Uma data-limite de resposta transforma vinte talvezes numa lista de compras.

O que um convite de inauguração de casa tem de dizer

A maior parte dos seus convidados vai navegar até um sítio onde nunca esteve, numa noite em que você está a cozinhar e não atende o telefone. Se o convite levar a lista abaixo, ninguém acaba à porta errada.

  • Quem convida, e se é um de vocês ou a casa toda.
  • A morada nova por extenso, escrita como um estranho precisa dela.
  • Como se entra: andar, entrada, nome na campainha, elevador ou escadas.
  • As horas: uma casa aberta com início e fim, ou uma única hora de início.
  • O que há para comer e beber, numa linha.
  • Prendas: se quer alguma, e o que em vez delas.
  • O que há a saber antes de chegar — descalçar à entrada, sem elevador, um gato dentro de casa, onde estacionar.
  • Como responder, e até quando.

A morada, escrita para que um estranho a encontre

Você sabe o caminho, e é esse o problema. Os amigos que foram ao apartamento antigo vinte vezes são os que têm mais probabilidade de tentar a entrada errada, e quem vai de carro decide se vai mesmo de carro a partir do que você disser sobre o estacionamento.

Escreva-a em três linhas curtas: onde é o prédio, como se entra nele, e como se chega lá. Um convite digital tem espaço para tudo isso — um link de mapa, uma fotografia da porta da rua, e o nome da campainha que não é o seu nome.

Rua Verde, 14, terceiro andar, porta da esquerda. Entrada pelo pátio, campainha com o nome Nogueira.
Rua dos Castanheiros, 12, Lisboa. Segundo andar, sem elevador, e toque duas vezes — uma só chama a nossa vizinha.
A nossa nova morada é Rua do Sol, 9, Lisboa. Metro até ao Areeiro, e depois cinco minutos a pé.
A casa amarela no fim do caminho, a seguir ao marco do correio. Se chegar à igreja, passou.
PormenorPor que o convidado precisa deleLinha para copiar
Andar e portaMetade das campainhas da Europa tem o nome erradoTerceiro andar, porta da esquerda — a campainha ainda diz Nogueira.
EntradaOs prédios novos têm três portas e uma que abreUse a entrada do pátio; a porta da praça é de escritórios.
CampainhaUm estranho deixado à porta às nove vai-se emboraToque no 14 e insista; a campainha prende.
EstacionamentoÉ o que decide se as pessoas vêm de carroGrátis na rua depois das 18h, ou o parque atrás da igreja.
Paragem mais próximaOs convidados vão procurar na mesma, e enganam-seDez minutos da estação do Areeiro, ou o elétrico 18 até à esquina.
Escadas e elevadorHá convidados que não conseguem quatro lanços, e não o dizemSegundo andar, sem elevador — diga-nos e nós descemos.

Casa aberta, ou hora marcada

A maioria das inaugurações de casa é de porta aberta, por uma boa razão: um apartamento que não leva trinta pessoas ao mesmo tempo leva trinta ao longo de seis horas, e um convidado com filhos pode vir quarenta minutos sem ter de pedir desculpa.

Uma hora marcada é outro evento. Se se vão sentar à mesa, dê uma hora e fale a sério. Uma casa aberta anunciada com uma única hora não é uma casa aberta: chega toda a gente a essa hora, e o plano de seis horas transforma-se num aperto às oito.

Casa aberta no domingo, 12 de abril, do meio-dia às seis. Venha quando lhe der jeito e fique o tempo que quiser.
Vamos estar em casa das duas às oito no dia 12. Apareça a qualquer altura.
A porta está aberta a partir do meio-dia. Se trouxer crianças, as primeiras horas são as mais calmas.
Copos a partir das 20h no sábado, e o apartamento vai estar cheio às nove.
Esta tem hora e tem mesa: jantar de casa nova, às 19h30, com jantar às 20h.

Texto formal

A forma curta e formal em português é a do cartão que diz apenas que os anfitriões recebem: os nomes, a palavra 'Recebem', a data, as horas, e a morada no fim. O inglês tem o seu 'At Home' e nós temos isto — sem verbos a mais, e sem uma palavra sobre a mudança.

Ana e Pedro Nogueira · Recebem em sua nova casa · domingo, doze de abril · das quatro às sete horas · Rua Verde, 14, Coimbra
O Sr. Nuno Salgado e a Sr.ª D. Helena Salgado têm o prazer de convidar V. Ex.ª para a inauguração da sua nova casa, no sábado, dia dezoito de abril, pelas sete horas.
Rita Bastos e Rúben Mendes mudaram-se para a Rua dos Castanheiros, 12, e teriam muito gosto em recebê-lo.
Serão servidos bebidas e um jantar ligeiro, das seis às nove horas.
Agradecemos resposta até ao dia quatro de abril.

Texto moderno

O registo moderno é uma frase sobre a mudança e depois os factos. Os convidados não precisam da história das visitas, da avaliação e do camião das mudanças; precisam de saber que você vive num sítio novo e que o querem lá dentro.

Mudámo-nos. Venha ver a casa. Casa aberta no domingo, 12 de abril, do meio-dia às seis.
Casa nova, morada nova, as mesmas pessoas. Apareça no domingo à tarde.
Finalmente temos uma porta que é nossa. Rua Verde, 14, sábado a partir das três.
Inauguração lá em casa: sábado, 18 de abril, a partir das sete. Nada de formal, e muito para comer.
A Sofia e o Lucas recebem no dia 12 a partir das duas, e gostavam que fossem as primeiras pessoas na cozinha nova.
Já estamos cá. As caixas ainda não. Venha na mesma.

Texto divertido

Uma inauguração de casa aguenta melhor uma piada do que quase todos os convites, porque toda a gente sabe como é o primeiro mês numa casa nova. Guarde a piada para a primeira linha e deixe a morada sem improvisos.

Já abrimos nove caixas e uma delas era de copos. Apareça no domingo.
Chaves novas, sem cortinas, um sofá enorme. Domingo a partir do meio-dia.
Venha ver o apartamento enquanto ainda está arrumado. Esta janela é curta.
A chaleira funciona e o forno tem opiniões. Inauguração no sábado, a partir das sete.
Três lanços de escadas, um elevador que nunca funcionou, e uma vista muito boa. Domingo, do meio-dia às seis.

Comida, bebida, e a questão das prendas

Diga numa linha o que é a comida, porque os convidados estão a decidir se comem antes. Bebidas e umas coisas para petiscar é o padrão honesto de uma casa aberta; um jantar a sério precisa de uma hora marcada e de uma mesa.

O 'sem prendas' sozinho ouve-se como boa educação e não como instrução — as pessoas aparecem com vinho porque não conseguem aparecer sem nada. Diga a coisa que quer em vez disso: uma planta para um apartamento com uma janela, uma garrafa para abrir nessa noite, uma receita para um armário que está a reabastecer.

Vai haver sopa, pão e queijo a tarde toda. Venha com fome ou venha jantado; as duas coisas servem.
Bebidas e petiscos a partir das seis — não é jantar, por isso coma alguma coisa antes.
Esta é jantar: uma mesa, oito de nós, e sentamo-nos às oito.
Se quiser trazer alguma coisa para comer, diga quando responder, para não ser tudo pão.
Não traga nada. A sério — acabámos de nos mudar e não há onde pôr.
Sem prendas, por favor. Se não conseguir resistir, uma planta: o apartamento tem uma janela e precisa de companhia.
Em vez de uma prenda, traga uma garrafa de que goste mesmo e abrimo-la nessa noite.
Escreva a sua melhor receita de dia de semana num cartão e deixe-o na taça à entrada. Estamos a começar de novo com o armário vazio.
O que nos falta são copos e não coisas, se por acaso tiver algum a mais.

Descalçar, um apartamento pequeno, e os vizinhos

As linhas práticas são as que as pessoas deixam de fora por vergonha e depois têm de dizer à porta, onde caem muito pior. Chão novo, quatro lanços de escadas, seis cadeiras para vinte pessoas: escritas no convite com um motivo em anexo, nenhuma delas é falta de educação.

As crianças e os animais precisam de uma resposta direta num sentido ou no outro, e de um motivo se a resposta for não. Os vizinhos merecem uma linha só deles: diga a que horas a música pára, ou convide-os, que é o seguro mais barato de que dispõe quem acabou de se mudar.

O chão é novo, por isso descalçam-se os sapatos à entrada — meias grossas são bem-vindas.
É um apartamento pequeno: seis cadeiras, uns vinte de nós, e a maior parte do serão de pé.
Crianças muito bem-vindas, sobretudo antes das quatro — há jardim e uma caixa de legos.
Esta é só para adultos. O apartamento é pequeno e as escadas são íngremes.
Temos um gato que foge, por isso fechem a porta atrás de vocês, se fizerem favor.
O cão é simpático e vai recebê-lo à porta. Diga se isso não for a sua ideia de um bom serão.
A música pára às onze, porque gostávamos que os vizinhos continuassem a falar connosco.
Os vizinhos também estão convidados, o que é generoso ou estratégico.

Um apartamento, a primeira casa, uma mudança para fora, e uma casa finalmente acabada

Há quatro inaugurações que aparecem tantas vezes que têm texto próprio. A de um apartamento é sobre espaço e vizinhos, por isso seja honesto quanto aos dois. A da primeira casa é um marco que vale a pena dizer com todas as letras, e é a única ocasião em que as pessoas querem mesmo oferecer-lhe alguma coisa.

Uma mudança para outro país é ao mesmo tempo uma inauguração e uma despedida: dê um fim de semana em vez de um serão, e diga em que é que há para dormir. Uma casa acabada depois de obras já traz a história consigo — catorze meses de pó são a razão por que o convite chega um ano atrasado.

Comprámos um apartamento, o que ainda me soa a uma coisa que os outros é que fazem. Venha vê-lo no dia 18.
Primeira casa, primeira inauguração, e a primeira vez que temos cadeiras que cheguem. Domingo a partir das duas.
Agora estamos em Valência, por isso isto é uma inauguração e uma despedida ao mesmo tempo. A nossa porta está aberta no fim de semana de 12 a 14 de junho.
Venha passar o fim de semana em vez de vir só ao serão — o quarto de hóspedes está feito e há um sofá para mais um.
Os pedreiros saíram na sexta-feira. Ao fim de catorze meses, venha ver o que fizemos.

A linha da resposta: uma casa aberta continua a precisar de números

Uma casa aberta parece o único evento que não precisa de respostas, e é aquele em que os números mais doem: doze pessoas e sessenta são o mesmo convite e uma lista de compras diferente.

Marque a data uns dias antes de ir às compras, e diga para que é — as pessoas respondem melhor a um motivo do que a um prazo. Se está a convidar vizinhos novos, família no estrangeiro e amigos antigos ao mesmo tempo, um único link vale mais do que três grupos de conversa: a resposta é um toque num navegador, sem app e sem conta, e fecha na data que definir. A página lê-se em nove línguas.

Diga-nos até 9 de abril se vem, e mais ou menos a que horas — é isso que decide quanto pão compramos.
Responda com números, se fizer favor: uma casa aberta continua a ser uma lista de compras.
RSVP até 9 de abril. A partir daí deixamos de contar e começamos a cozinhar.
Se só puder vir meia hora, venha meia hora — mas diga, para ainda haver alguma coisa quando chegar.
Responda no convite; há um campo para quantos são, e outro para o que não comem.

Erros de texto nas inaugurações de casa

  • A morada dada como código postal, a partir do princípio de que toda a gente se orienta como você.
  • Sem andar e sem nome na campainha, e um convidado à chuva à frente de uma porta com seis botões.
  • Uma casa aberta anunciada com uma única hora de início, e toda a gente chega nos mesmos dez minutos.
  • Horas com início e sem fim, e os últimos quatro convidados ainda lá estão às duas da manhã.
  • 'Sem prendas' sem alternativa nenhuma, e metade dos convidados traz vinho e sente-se desconfortável com isso.
  • Uma lista de prendas para uma casa, que se lê como uma fatura.
  • O descalçar anunciado à porta em vez de no convite.
  • Nada dito sobre a comida, e assim os convidados comem antes de vir e o que você fez fica por comer.
  • As crianças não mencionadas nem num sentido nem no outro, e cada pai tem de perguntar em privado.
  • Sem data de resposta numa casa aberta, e você compra para quarenta e aparecem doze.

FAQ

Como se escreve um convite de inauguração de casa?
Diga quem convida, que é uma inauguração de casa, a data e as horas, e a morada nova escrita para quem nunca lá esteve. Depois responda às três coisas que os convidados perguntam: comida, prendas, e o que há a saber antes de chegar.
Como se escreve a morada num convite de inauguração de casa?
Em três linhas em vez de uma: onde é o prédio, como se entra nele, e como se chega lá — andar, entrada, nome na campainha, estacionamento, paragem mais próxima. 'Terceiro andar, porta da esquerda, a campainha ainda diz Nogueira' poupa mais telefonemas do que tudo o resto do cartão.
O que é uma casa aberta, e como se escreve?
Uma casa aberta dá horas em vez de uma hora de início: 'Casa aberta no domingo, 12 de abril, do meio-dia às seis. Venha quando lhe der jeito e fique o tempo que quiser.' Dê um fim, além do princípio.
Como se diz 'sem prendas' num convite de inauguração de casa?
Oferecendo outra coisa em vez disso, porque o 'sem prendas' sozinho ouve-se como educação. 'Sem prendas, por favor. Se não conseguir resistir, uma planta — o apartamento tem uma janela e precisa de companhia' dá às pessoas a coisa pequena com que queriam chegar.
O que se diz sobre a comida numa inauguração de casa?
Uma linha, para os convidados saberem se devem comer antes. 'Bebidas e petiscos a partir das seis, não é jantar' é a versão honesta; 'sopa, pão e queijo a tarde toda' é a versão de casa aberta.
Como se pede aos convidados que se descalcem?
No convite, com o motivo em anexo: 'O chão é novo, por isso descalçam-se os sapatos à entrada — meias grossas são bem-vindas.' Dito com antecedência é uma nota prática; dito à porta é uma emboscada.
É preciso RSVP numa casa aberta?
É, pela mesma razão que em qualquer outro evento: doze pessoas e sessenta custam valores diferentes. Peça um sim, uma hora aproximada e quantos vêm, com uma data uns dias antes de ir às compras.
Com quanta antecedência se envia um convite de inauguração de casa?
Duas a três semanas chegam para uma tarde ou um serão em casa. Envie com mais antecedência se houver convidados a viajar — uma mudança para outro país pede um fim de semana e cerca de seis semanas de aviso.

Prontos quando
o senhor estiver.

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